Porque essas palavras são meu diário gritadas bem alto e eu sei que você vai usá-las como quiser...


sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Run.


No momento em que eu levantei minha cabeça em direção à construção sagrada, ouvi a musica matrimonial ecoar em meus ouvidos. Calafrios e tremores se apoderaram de mim. Meu pai ao lado, tentava me passar confiança, de que tudo daria certo. As lembranças invadiram a minha mente, tão cheias de ódio que eu não conseguia raciocinar direito.

- Eu não vou me casar com ele! – estava furiosa, como em pleno século XXI uma família forjava um casamento?

- Mas esse é o único jeito de salvar a sua família da miséria, não seja egoísta filha!

- Egoísta? É egoísmo pensar em minha felicidade? Eu o odeio, você sabe disso.

- Você vai se casar, e ponto final.

Levantei a minha cabeça e percebi que todos os olhos estavam voltados para mim, curiosos pela a minha demora de avançar até o padre. O noivo me olhava de modo superior e com um sorriso falso, como se quisesse que tudo terminasse logo. E isso fez com que eu o odiasse ainda mais.

Virei e o olhei para o meu pai, a ultima coisa que eu queria era magoar a minha família, mas não tinha outro jeito. Sussurrei algo como “desculpa pai, eu não posso fazer isso”. E antes de me virar para a saída, as lágrimas começaram a inundar meus olhos.

Sai correndo, sem rumo. Não importava o que pessoas que passavam perto de mim achavam, não sei quais seriam as conseqüências, só não poderia parar de correr. Vou correr até minhas forças acabarem, vou correr até cair, sei que posso tropeçar no meio do caminho, mais levantarei e continuarei, por se quero a felicidade, sou quem eu quem tenho batalhar por ela.

1 comentários:

Anônimo disse...

Lindo esse texto, e eu juro que se você esquecer do blog eu te mato rs, os textos estão cada vez mais lindos *-*

 
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